sexta-feira, 20 de dezembro de 2013



To Hope

..."Should Disappointment, parent of Despair, Strive for her son to seize my careless heart; When, like a cloud, he sits upon the air, Preparing on his spell-bound prey to dart: Chase him away, sweet Hope, with visage bright, And fright him as the morning frightens night!”...

John Keats

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

  • « This Love », Jacques Prévert, 1946

    This love
    So violent So fragile So tender So hopeless This love Beautiful as the day And bad as the weather When the weather is bad This love so true This love so beautiful So happy So joyous And so pathetic Trembling with fear like a child in the dark And so sure of itself Like a tranquil man in the middle of the night This love that made others afraid That made them speak That made them go pale This love intently watched Because we intently watch it Run down hurt trampled finished denied forgotten Because we ran it down hurt it trampled it finished it denied it forgot it This whole entire love Still so lively And so sunny It's yours It's mine That which has been This always new thing And which hasn't changed As true as a plant As trembling as a bird As warm as live as summer We can both of us Come and go We can forget And then go back to sleep Wake up suffer grow old Go back to sleep again Dream about Death Awake smile and laugh And feel younger Our love stays there Stubborn as a mule Lively as desire Cruel as memory Foolish as regrets Tender as remembrance Cold as marble Beautiful as day Fragile as a child It watches us, smiling And it speaks to us without saying a word And me I listen to it, trembling And I cry out I cry out for you I cry out for me I beg you For you for me for all who love each other And who loved each other Yes I cry out to it For you for me and for all the others That I don't know Stay there There where you are There where you were in the past Stay there Don't move Don't go away We who loved each other We've forgotten you Don't forget us We had only you on the earth Don't let us become cold Always so much farther away And anywhere Give us a sign of life Much later on a dark night In the forest of memory Appear suddenly Hold your hand out to us And save us.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

William Henry Margetson - The Lady of the House

Eu fui a mais leve na Casa -
De quarto mais pequeno -
À noite, a minha curta Luz, e Livro -
E o Gerânio -

Tão quieta que colhia o Maná
Que não deixava nunca de cair -
Depois só o meu cesto -
Deixem ver - decerto
Isso era tudo -

Nunca falava - sem que me falassem -
E mesmo então, suave e muito breve -
Não suportava viver - em alto tom -
Envergonhava-me o Ruído -

E não tivesse eu estado tão distante -
E os que eu conhecia não tivessem ido -
muitas vezes teria eu pensado
que podia morrer - despercebida

Emily Dickinson

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CANÇÃO PARA AS MINHAS FILHAS


Como sereis minhas filhas 
quando o meu poema terminar?

Como sereis
agora mesmo
daqui a 5 minutos
5 anos
uma medida qualquer 
impalpável
dessas que vestem o tempo
como se o tempo pudesse ser vestido?

Como sereis então
nesse tempo que eu não sei dizer?
Mais claras? Mais azuis? Mais aves? 
Tereis já uma ruga pousada junto à boca
e o cântaro da água entornado no olhar?

Que sol trará a luz às vossas mãos?
Que sal tomará conta da música do corpo?
Quem vos cantará 
quando eu fechar a casa dos meus versos?

Viverá nos vossos dedos o estilete
o aparo 
o bico de carvão 
com que sobre o mar se escreve
o desejo de ser livre?

Haverá uma canção que venha em vós 
romper a noite 
e instaurar a transparência do ar?

Sede espertas e vivas, filhas minhas! 
Não deixeis que vos roubem 
a alegria do abraço.
Não vos torneis funcionárias!
Cantai! 
Sede ciganas 
e levai a pátria atrás de vós
na carroça dos mais belos sonhos
que o vosso peito engendrar!

Entrai pelas florestas e tocai em cada tronco 
para que ele 
de folha em folha:
vos reconheça e diga: 
estas são nossas irmãs! Vamos dançar!

Amai como quem cavalga o vento!
Sede mágicas e grandes por dentro do coração!
Não deixeis que injustiça ou mesquinhez 
façam ninho à vossa porta.

Ensinai os vossos filhos
a ser pedras 
oceanos
a ser sábios. 
Ensinai-lhes os caminhos da bondade
e fazei-los sorrir em cada esquina.

E por fim 
queridas filhas
se para tanto chegar 
o lado mais claro do meu nome a arder 
levai-o em vossas mãos
e deixai-o junto ao mar
para que as ondas o tornem
num barco feliz 
eternamente a navegar.

José Fanha


Sir Lawrence Alma Tadema - A Coign Of Vantage, 1895

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013


Que os anjos te tenham nos seus delicados braços de seda, que te cantem em tons celestiais e te entretenham graciosamente, até que venhas novamente inundar-nos de luz.
Esperamos-te, com amor.

18/10/13



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

                     



                    Family Papers

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol. Minha alma imortal, Cumpre a tua jura Seja o sol estival Ou a noite pura. Pois tu me liberas Das humanas quimeras, Dos anseios vãos! Tu voas então... — Jamais a esperança. Sem movimento. Ciência e paciência, O suplício é lento. Que venha a manhã, Com brasas de satã, O dever É vosso ardor. Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol.

Arthur Rimbaud

segunda-feira, 29 de julho de 2013



“...When old age shall this generation waste,
 
    Thou shalt remain, in midst of other woe 
  Than ours, a friend to man, to whom thou say'st, 
'Beauty is truth, truth beauty,—that is all 
    Ye know on earth, and all ye need to know.’ 

             "Ode to a Grecian Urn” -  J.K.

sábado, 20 de julho de 2013


"She took me to her elfin grot
And there she wept and sighed full sore
And there I shut her wild wild eyes
With kisses four”

J.K.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013



"I present you my daughter”



Lady Maria Conyngham - Sir Thomas Lawrence, 1824–25.

terça-feira, 21 de maio de 2013


When Women Were Birds

Ed Org


Once upon a time,
When women were birds,
There was the simple understanding
That to sing at dawn
And sing at dusk
Was to heal the world through joy.
The birds still remember what we have forgotten
That the world is meant to be celebrated.

Terry Tempest Williams

domingo, 19 de maio de 2013








Sim, fui lá ter.

“A thing of beauty is a joy forever, it’s loveliness increases, it will never pass into nothingness”
J.K.

domingo, 5 de maio de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013


"Lead Us, Lantern" - Kelly Louise Judd


"Along the clover-field I ran 
To where the little wood began, 
And there I understood at last 
Why I had come so far, so fast 
On every leaf of every tree 
A fairy sat and smiled at me!”

‘Fairies and Chimneys’ by Rose Fyleman