Picnic at Hanging Rock
sábado, 28 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
- « This Love », Jacques Prévert, 1946
This loveSo violent So fragile So tender So hopeless This love Beautiful as the day And bad as the weather When the weather is bad This love so true This love so beautiful So happy So joyous And so pathetic Trembling with fear like a child in the dark And so sure of itself Like a tranquil man in the middle of the night This love that made others afraid That made them speak That made them go pale This love intently watched Because we intently watch it Run down hurt trampled finished denied forgotten Because we ran it down hurt it trampled it finished it denied it forgot it This whole entire love Still so lively And so sunny It's yours It's mine That which has been This always new thing And which hasn't changed As true as a plant As trembling as a bird As warm as live as summer We can both of us Come and go We can forget And then go back to sleep Wake up suffer grow old Go back to sleep again Dream about Death Awake smile and laugh And feel younger Our love stays there Stubborn as a mule Lively as desire Cruel as memory Foolish as regrets Tender as remembrance Cold as marble Beautiful as day Fragile as a child It watches us, smiling And it speaks to us without saying a word And me I listen to it, trembling And I cry out I cry out for you I cry out for me I beg you For you for me for all who love each other And who loved each other Yes I cry out to it For you for me and for all the others That I don't know Stay there There where you are There where you were in the past Stay there Don't move Don't go away We who loved each other We've forgotten you Don't forget us We had only you on the earth Don't let us become cold Always so much farther away And anywhere Give us a sign of life Much later on a dark night In the forest of memory Appear suddenly Hold your hand out to us And save us. -
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
William Henry Margetson - The Lady of the House
Eu fui a mais leve na Casa -
De quarto mais pequeno -
À noite, a minha curta Luz, e Livro -
E o Gerânio -
Tão quieta que colhia o Maná
Que não deixava nunca de cair -
Depois só o meu cesto -
Deixem ver - decerto
Isso era tudo -
Nunca falava - sem que me falassem -
E mesmo então, suave e muito breve -
Não suportava viver - em alto tom -
Envergonhava-me o Ruído -
E não tivesse eu estado tão distante -
E os que eu conhecia não tivessem ido -
muitas vezes teria eu pensado
que podia morrer - despercebida
Emily Dickinson
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
CANÇÃO PARA AS MINHAS FILHAS
Como sereis minhas filhas
quando o meu poema terminar?
Como sereis
agora mesmo
daqui a 5 minutos
5 anos
uma medida qualquer
impalpável
dessas que vestem o tempo
como se o tempo pudesse ser vestido?
Como sereis então
nesse tempo que eu não sei dizer?
Mais claras? Mais azuis? Mais aves?
Tereis já uma ruga pousada junto à boca
e o cântaro da água entornado no olhar?
Que sol trará a luz às vossas mãos?
Que sal tomará conta da música do corpo?
Quem vos cantará
quando eu fechar a casa dos meus versos?
Viverá nos vossos dedos o estilete
o aparo
o bico de carvão
com que sobre o mar se escreve
o desejo de ser livre?
Haverá uma canção que venha em vós
romper a noite
e instaurar a transparência do ar?
Sede espertas e vivas, filhas minhas!
Não deixeis que vos roubem
a alegria do abraço.
Não vos torneis funcionárias!
Cantai!
Sede ciganas
e levai a pátria atrás de vós
na carroça dos mais belos sonhos
que o vosso peito engendrar!
Entrai pelas florestas e tocai em cada tronco
para que ele
de folha em folha:
vos reconheça e diga:
estas são nossas irmãs! Vamos dançar!
Amai como quem cavalga o vento!
Sede mágicas e grandes por dentro do coração!
Não deixeis que injustiça ou mesquinhez
façam ninho à vossa porta.
Ensinai os vossos filhos
a ser pedras
oceanos
a ser sábios.
Ensinai-lhes os caminhos da bondade
e fazei-los sorrir em cada esquina.
E por fim
queridas filhas
se para tanto chegar
o lado mais claro do meu nome a arder
levai-o em vossas mãos
e deixai-o junto ao mar
para que as ondas o tornem
num barco feliz
eternamente a navegar.
José Fanha
Como sereis minhas filhas
quando o meu poema terminar?
Como sereis
agora mesmo
daqui a 5 minutos
5 anos
uma medida qualquer
impalpável
dessas que vestem o tempo
como se o tempo pudesse ser vestido?
Como sereis então
nesse tempo que eu não sei dizer?
Mais claras? Mais azuis? Mais aves?
Tereis já uma ruga pousada junto à boca
e o cântaro da água entornado no olhar?
Que sol trará a luz às vossas mãos?
Que sal tomará conta da música do corpo?
Quem vos cantará
quando eu fechar a casa dos meus versos?
Viverá nos vossos dedos o estilete
o aparo
o bico de carvão
com que sobre o mar se escreve
o desejo de ser livre?
Haverá uma canção que venha em vós
romper a noite
e instaurar a transparência do ar?
Sede espertas e vivas, filhas minhas!
Não deixeis que vos roubem
a alegria do abraço.
Não vos torneis funcionárias!
Cantai!
Sede ciganas
e levai a pátria atrás de vós
na carroça dos mais belos sonhos
que o vosso peito engendrar!
Entrai pelas florestas e tocai em cada tronco
para que ele
de folha em folha:
vos reconheça e diga:
estas são nossas irmãs! Vamos dançar!
Amai como quem cavalga o vento!
Sede mágicas e grandes por dentro do coração!
Não deixeis que injustiça ou mesquinhez
façam ninho à vossa porta.
Ensinai os vossos filhos
a ser pedras
oceanos
a ser sábios.
Ensinai-lhes os caminhos da bondade
e fazei-los sorrir em cada esquina.
E por fim
queridas filhas
se para tanto chegar
o lado mais claro do meu nome a arder
levai-o em vossas mãos
e deixai-o junto ao mar
para que as ondas o tornem
num barco feliz
eternamente a navegar.
José Fanha
Sir Lawrence Alma Tadema - A Coign Of Vantage, 1895
terça-feira, 19 de novembro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol. Minha alma imortal, Cumpre a tua jura Seja o sol estival Ou a noite pura. Pois tu me liberas Das humanas quimeras, Dos anseios vãos! Tu voas então... — Jamais a esperança. Sem movimento. Ciência e paciência, O suplício é lento. Que venha a manhã, Com brasas de satã, O dever É vosso ardor. Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol.
Arthur Rimbaud
segunda-feira, 29 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
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